sábado, 22 de outubro de 2011

Sobre a Gênese da Burrice...


Adorno e Horkheimer, em sua obra prima: Dialética do esclerecimento diz que o símbolo da inteligência é o caracol, com suas antenas tateantes explora o mundo, quando em perigo, se abriga na sua couraça e só sai dali quando não houver mais sinal de perigo. Nós, seres humanos, desde criança criamos cicatrizes em nossos corpos que impede nossa autonomia, de crianças criativas, felizes e curiosas a adultos passivos, apáticos e infelizes.
Instituições como a família, a igreja, a escola acabam por produzir sujeitos acríticos e sem autonomia. Outra instituição poderosa nesse sentido é a Indústria Cultural, com seus tentáculos midiáticos (re)definem valores e padrões de comportamento que auxiliam na manutenção da Ordem e Progresso da sociedade. Ordem para o povo, progresso para a burguesia, já dizia o rap de Marcelo D2. Exemplo das estratégias psicológicas usadas pela mídia são os produtos criados por ela, como cantores, que aliás, possuem uma fama temporária, programas de televisão que influenciam comportamentos entre os jovens. Hoje em dia, não existem rodas de conversa entre as famílias, e se houver, logo aparece alguém pedindo silêncio, “está passando meu programa preferido”. Não usamos o intelecto, visualizamos imagens e ouvimos sons, que por sua vez, lixo cultural que influencia diretamente ou indiretamente nossas vidas. Só resta sublimar tudo isso, filtrar toda essa cultura aculturada e refletir nosso comportamento social. Como diria Antoine de Saint-exupéry, “é preciso ver com o coração”.

                                                                                                                Professor Fábio Borges Neto

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