Perrenoud propõe que o educador reflita e desenvolva métodos que auxiliem nas questões sociais procurando desenvolver práticas educacionais que previnam a violência na escola e fora dela, que se imponham enquanto ativista contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais, que participem da elaboração de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta atuando como um fomentador de reflexões éticas e morais que posteriormente tenham reflexo nas posturas reflexiva dos educandos, propõe que os educadores analisem a relação pedagógica na busca de conquistar a autoridade e a comunicação em aula objetivando sempre o desenvolvimento de um senso de responsabilidade, a solidariedade e de um sentimento de justiça.
O que se compreende na perspectiva de Perrenoud é que há uma necessidade de posicionamento por parte do professor, o que se espera ainda no regime filosófico de pensamento Webberiano é que haja uma neutralidade, segundo Webber cabe ao verdadeiro educador primar pela objetividade do conhecimento nas ciências e evitar posicionamentos valorativos uma vez que é imprescindível que se faça a dissociação de saber empírico e juízo de valor.
A partir de tais pressupostos compreendi que para se pensar em educação sem rupturas éticas e morais haverá sempre a necessidade de manter-me neutro enquanto educador indefinidamente do ponto de neutralidade ser ou não diretamente reflexo dos meus posicionamentos filosóficos enquanto educador.
por Beatrice Oliveira

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